Em homens obesos com mais de 45 anos, A incidência de hipogonadismo pode atingir 40%

Em homens obesos
com mais de 45 anos,
A incidência de hipogonadismo
pode atingir 40%1

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Respostas Musculares à Terapia com Testosterona variam de acordo com a Via de Administração - Metanálise de Preparações de Testosterona Injetável versus Transdérmica

Abril de 2019

ESTUDO: Skinner JW, Otzel DM, Bowser A, et al. Muscular responses to testosterone replacement vary by administration route: a systematic review and meta-analysis. Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle. 2018;9(3):465-481.

A redução da massa e da força muscular, comumente acompanhada de aumento da gordura corporal, são sinais comuns em todas as formas de hipogonadismo (primário, secundário, clássico ou funcional).1, 2 Um dos efeitos mais bem documentados da terapia com testosterona é o aumento da massa corporal magra3-6, atribuído principalmente ao ganho de massa muscular7, e frequentemente acompanhado por ganho de força muscular.5, 6, 8

Entretanto, respostas inconsistentes da massa magra e da força muscular foram observados em estudos clínicos randomizados (ECRs), duplo-cegos, controlados com placebo, que investigaram os efeitos musculares da terapia com testosterona em homens de meia idade e idosos.9-11

Aqui, resumimos os resultados de uma metanálise que investigou a magnitude dos aumentos da massa corporal magra e da força muscular resultantes da terapia com testosterona em homens de meia-idade e idosos, e se estas respostas variam conforme a via de administração (i.e.: injeção versus gel).12

Pontos chave

  • A terapia com testosterona com preparações de testosterona administradas por via intramuscular é mais eficaz do que as preparações transdérmicas para aumentar a massa corporal magra e a força muscular em homens de meia-idade e idosos, particularmente nas pernas.
  • Quando as vias de administração foram avaliadas coletivamente, a terapia com testosterona foi associada a aumentos significativos de massa corporal magra, força corporal total, força nas pernas e força nos braços
  • Quando as vias de administração foram avaliadas separadamente, os ganhos de massa corporal magra e força corporal foram mais amplos e as alterações percentuais foram de 3-5 vezes maiores com as formulações de testosterona intramuscular do que com as formulações transdérmicas versus respectivos placebos, para todos os desfechos avaliados.
  • A terapia com testosterona com preparações de testosterona administradas por via intramuscular associada ao aumento de 5,7% da massa corporal magra e de 10-13% de força corporal total e nas pernas e nos braços.
  • A terapia com testosterona com preparações de testosterona administradas por via transdérmica foi associada a apenas 1,7% de aumento da massa corporal magra e a apenas 2-5% de aumento da força corporal total e nos braços.
  • O tratamento com testosterona por via transdérmica não aumentou a força dos membros inferiores em comparação com o placebo.
  • Sub-análises de ERCs que incluíram apenas homens mais idosos, com 60 anos de idade ou mais, apresentaram resultados semelhantes.

O que se sabe sobre testosterona, massa magra corporal (músculos) e força muscular

Independentemente da idade, o hipogonadismo está associado à perda de massa corporal magra13,14 e à redução da força muscular.15 A fraqueza muscular, por sua vez, está fortemente associada à obesidade (IMC ≥30 kg/m2), circunferência da cintura aumentada (>102 cm), hipertrigliceridemia, colesterol HDL baixo, hipertensão, diabetes, doença cardiovascular e depressão.16

Várias metanálises mostram que a terapia com testosterona aumenta a massa corporal magra (às vezes incorretamente utilizada como sinônimo para o termo 'massa livre de gordura') 10,17,18 e a força muscular em homens de meia-idade e mais idosos.18,19 No entanto, a amplitude dos ganhos de massa corporal magra e de força muscular varia muito entre os estudos. Por exemplo, em uma metanálise, o aumento de massa corporal magra variou de 1,65 a 6,20 kg.17,18,19 Da mesma forma, os ganhos de força muscular variaram entre os estudos.18,19

Nos estudos incluídos nessas metanálises, foram utilizadas diferentes preparações de testosterona, com diferentes farmacocinéticas, e foram obtidas elevações variáveis dos níveis de testosterona durante períodos de tempo variáveis20-23 o que pode afetar os desfechos musculares. Portanto, as diferenças entre os ganhos de massa corporal magra e força muscular obtidos com a terapia com testosterona podem ser explicados pela via de administração utilizada (intramuscular, transdérmica, oral, nasal).9,10

Preparações de testosterona intramuscular de ação curta- tais como enantato e cipionato de testosterona - produzem um pico supra-fisiológico nos níveis de testosterona por vários dias após a injeção, e então, declinam para a faixa fisiológica nos 10-12 dias anteriores à próxima injeção.21-24 A menos que um nova injeção seja administrada, a testosterona cairá para níveis hipogonádicos após 2-3 semanas.23,24 Em contraste, o undecanoato de testosterona intramuscular de ação prolongada produz elevação mais fisiológica e constante nos níveis de testosterona que permanecem na faixa fisiológica entre as injeções, que são necessárias apenas a cada 12 semanas.25-27 Já as preparações transdérmicas de testosterona, tais como os géis, apesar de produzir elevação fisiológica constante nos níveis de testosterona se aplicadas diariamente, em geral não elevam os níveis de testosterona tanto quanto as preparações de testosterona intramuscular.20,28

O que este estudo acrescenta

Esta foi uma revisão sistemática e metanálise de estudos clínicos controlados randomizados (ECRs), duplo-cegos, que compararam preparações de testosterona intramuscular ou transdérmica versus placebo e relataram efeitos na massa corporal magra ou na força das pernas ou braços.12 Estudos de preparações orais de testosterona foram excluídos porque uma metanálise anterior mostrou que as preparações orais de testosterona não aumentavam a massa corporal magra quando comparadas com as preparações de testosterona injetáveis10, e as preparações orais de testosterona não são tão populares quanto as preparações injetáveis e transdérmicas.29

Foram incluídos 31 ECRs que avaliaram massa corporal magra (tamanho da amostra: n = 1.213 com comtestosterona e n = 1.168 com placebo) e 17 estudos que avaliaram força da perna ou do braço (n = 2.572 com testosterona e n = 2.523, com placebo.

Os resultados mostraram que, quando todas as preparações de testosterona foram avaliadas coletivamente, a terapia com testosterona aumentou significativamente a massa corporal magra e a força muscular total, nas pernas e nos braços.

Quando as vias de administração foram avaliadas separadamente, a amplitude dos efeitos foi maior e as alterações percentuais foram de 3 a 5 vezes maiores com as preparações de testosterona intramuscular comparativamente à preparação transdérmica versus os respectivos placebos, para todos os desfechos.

Conforme ilustrado na figura 1, as preparações de testosterona intramuscular foram associadas 5,7% de aumento da massa corporal magra e a 10-13% de aumento da força corporal total e nas pernas e braços. Comparativamente, as preparações de testosterona transdérmica foram associadas a apenas 1,7% de aumento da massa corporal magra e a 2-5% de aumento da força corporal total e nos braços. Notavelmente, as preparações de testosterona transdérmica não aumentaram a força nas pernas. Sub-análises limitadas a homens com 60 anos ou mais apresentaram resultados semelhantes.

Figura 1: Alterações de massa corporal magra e força corporal após terapia com testosterona injetável versus géis.

Alterações de massa corporal magra e força corporal após terapia com testosterona injetável versus Géis
Dados de Skinner JW, Otzel DM, Bowser A, et al. Muscular responses to testosterone replacement vary by administration route: a systematic review and meta-analysis. Journal of Cachexia, Sarcopenia andMmuscle. 2018;9(3):465-481.

Concluiu-se que a terapia com testosterona com preparações de testosterona intramuscular é mais efetiva do que as preparações de testosterona transdérmicas para aumentar a massa corporal magra e melhorar a força muscular, particularmente nas pernas em homens de meia-idade e idosos.

Comentários

Os principais resultados desta metanálise foram que apenas preparações de testosterona intramuscular aumentam a força das pernas e que, para todos os desfechos estudados, a amplitude dos efeitos com as preparações de testosterona intramuscular foram maiores e as melhoras porcentuais foram 3-5 vezes maiores do que as obtidas com preparações transdérmicas de testosterona.12 Por exemplo, preparações de testosterona intramuscular resultaram em aumento de 5,7% da massa corporal magra, o qual foi apenas de 1,7% com preparações de testosterona transdérmica.

Do ponto de vista clínico, para um homem com 90 kg, essas diferenças se traduziriam em 5,1kg e 1,5kg de aumento de massa corporal magra com preparações de testosterona intramuscular e preparações transdérmicas, respectivamente. Consequentemente, a terapia com injeções de testosterona resulta em benefícios musculares substancialmente maiores do que a terapia transdérmica com géis de testosterona e espera-se que possa prevenir a sarcopenia e a incapacidade física. O tecido muscular, assim como o fígado, é também o principal local de armazenamento de glicose como glicogênio após as refeições e, portanto, desempenha papel importante no descarte da glicose e na regulação da glicemia.30-36 Em consonância com isso, menor massa muscular está associada a níveis mais elevados de glicemia de jejum e pós-prandial, assim como a níveis elevados de insulina.37 refletindo algum grau de resistência à insulina. Isso sugere que a associação de níveis mais altos de glicose e insulina com redução da força muscular38-40 é mediada, pelo menos em parte, pela redução da massa muscular.

Melhoras semelhantes da massa corporal magra e da força muscular foram observadas em análises restritas a homens com idade ≥60 anos, a faixa etária com maior probabilidade de hipogonadismo. O achado de que homens mais velhos se beneficiam da terapia com testosterona tanto quanto homens mais jovens é compatível com dados de outros estudos.41

A maioria dos estudos clínicos randomizados nesta metanálise avaliou a composição corporal utilizando DEXA (absorciometria de raios-x de dupla energia), que divide o peso corporal em três componentes: gordura, tecido mole magro e mineral ósseo.42 Enquanto a DEXA é a tecnologia mais precisa para a avaliação da composição corporal disponível na prática clínica, deve-se ressaltar que ela pressupõe que o conteúdo de água do compartimento de tecido mole magro ou do compartimento de massa livre de gordura (soma do tecido mole magro e da massa mineral óssea)seja é relativamente estável entre os indivíduos. Entretanto, na realidade, ocorrem flutuações no estado de hidratação43, o que pode afetar a precisão das avaliações da composição corporal com a DEXA (assim como com outras tecnologias comuns). Relevante para a presente metanálise, a terapia com testosterona aumenta significativamente a água extracelular em homens com hipogonadismo44, entretanto também aumenta a área transversal da fibra muscular em homens mais idosos.45 Consequentemente, o ganho de massa corporal magra durante a terapia com testosterona é composto pelo aumento combinado do crescimento muscular e do volume de fluido. De fato, 65% do aumento em massa corporal magra durante a terapia com testosterona tem sido atribuído ao acúmulo de massa muscular.7

A exemplo do observado para a massa corporal magra, os aumentos de força muscular foram maiores após o tratamento com preparações de testosterona intramuscular em comparação com as preparações de testosterona transdérmica. A terapia com preparações intramusculares de testosterona resultou no aumento significativo de 10,4% na força das pernas, já com as preparações transdérmicas, este efeito não foi significativo. A força do braço aumentou 12,9% com as preparações intramusculares de testosterona, mas apenas 4,5% com as preparações transdérmicas. Da mesma forma, a força total aumentou em 11,2% com as preparações de testosterona intramuscular, mas apenas em 2,1% com as preparações transdérmicas.

Notavelmente, os ganhos de força propiciados pela terapia com testosterona são, pelo menos parcialmente, independentes do exercício.9 Assim, a terapia com preparações de testosterona intramuscular aumenta significativamente a força muscular em homens com hipogonadismo, incluindo os que não têm meios ou capacidade de se exercitar. Entre os homens que podem praticar exercícios, a terapia com testosterona pode aumentar a motivação para seguir um programa de exercícios.46 Os andrógenos, ao melhorar a função mitocondrial, controlam a sensação de energia e vitalidade e a mentalidade de "pegar e ir".46 Além disso, dados experimentais mostram que a testosterona estimula o desejo de praticar exercícios ao agir nas vias centrais da dopamina47.

O ritmo de envelhecimento da população está aumentando dramaticamente no mundo todo. No Japão, 30% da população já têm mais de 60 anos de idade e, entre 2015 e 2050, a proporção da população mundial com mais de 60 anos quase dobrará, de 12% para 22%.48 Uma característica marcante do envelhecimento é a perda progressiva de massa muscular e redução da força, conhecida como sarcopenia.49 A massa muscular diminui progressivamente em até 40% dos 20 aos 70 anos de idade.50 A prevalência de baixa massa muscular, também chamada de "depleção de massa muscular"50, comumente varia entre 10 a 40%51,52, mas pode chegar a 98% em algumas populações.53

A sarcopenia está associada à síndrome metabólica mesmo em adultos de meia-idade e idosos não obesos.54 Se não for tratada, essa redução da massa e da força muscular relacionadas à idade pode levar ao comprometimento funcional e à incapacidade física. A sarcopenia é uma das principais causas de quedas e deterioração funcional em idosos55 e é um preditor consistente de progressão de doença crônica, mortalidade por todas as causas, desfechos funcionais mais precários e complicações pós-operatórias.52 A sarcopenia aumenta o risco de hospitalização em cerca de 60% e duplica o risco de mortalidade por todas as causas.56

Dada a crescente prevalência de pessoas com mais de 60 anos e os graves e dispendiosos problemas de saúde pública associados à sarcopenia, há interesse considerável no desenvolvimento e avaliação de estratégias terapêuticas para atenuar, prevenir ou, no limite, reverter a perda de massa muscular e a fraqueza muscular relacionadas à idade.57 Como mostrado na presente metanálise, a terapia com preparações intramusculares de testosterona tem grande potencial para a crescente população de homens hipogonádicos mais idosos com depleção e fraqueza muscular.

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Saiba mais em

Diagnóstico

Os sintomas de hipogonadismo podem variar de acordo com a pessoa.

Terapia

A terapia de reposição de testosterona é caracterizada por uma larga margem de segurança e boa tolerabilidade.

Seus Pacientes

Informações úteis para médicos e seus pacientes.